Inflamação e Metilação como Causa de Doenças Neuroimunes

O Underground Wellness, o canal de saúde e bem-estar mais visto do mundo, com quase 40 mil assinantes e crescendo rapidamente, entrevistou o Dr. Tim Jackson DPT. O tema da entrevista foi doenças neuroimunes (Alzheimer, alergias, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, autismo, vertigens, distúrbios de processamento e outras condições). As informações mais importantes serão reunidas nessa postagem.

Dr. Jackson enfatizou que o primeiro passo para a recuperação sempre é controlar a inflamação. Grande parte do controle da inflamação vem da trajetória da metilação. Doenças neuroimunes são distúrbios que afetam tanto o sistema nervoso e o sistema imunológico, que estão intimamente ligados. Tanto o sistema nervoso quanto o sistema imunológico têm componentes cobertos de gordura. As células T têm uma membrana lipídica que as cobre. Mielina cobre o sistema nervoso.

Artrite reumatoide e osteoartrite, alergias alimentares graves, doenças mitocondriais, esclerose múltipla, Parkinson, enxaqueca, acumulação de metais pesados, deficiências hormonais, hipotireoidismo e crescimento excessivo de infecções, tais como provocados por vírus e cândida podem ser causados por metilação prejudicada.

Você pode precisar tratar infecções, mas a longo prazo você deve reconstruir o sistema imunológico para cuidar de infecções por conta própria. 30% da população tem uma condição que se enquadra na categoria de doenças neuroimunes. Não é genética, e sim epigenética. Você pode ter uma predisposição, mas tem que ter um gatilho inflamatório para acionar os genes. Os disparadores podem ser uma vacina, infecções, cirurgias, stress emocional, ou qualquer trauma que conduza à inflamação.

A metilação é o processo de adição de um átomo de carbono e três átomos de hidrogênio à uma molécula. Neurotransmissores e proteínas são metilados. A dopamina é um neurotransmissor mestre além de regular outros neurotransmissores. Ela está envolvida na memória, foco, concentração, sono, habilidades motoras finas, controle hormonal através da hipófise, e da motilidade intestinal. Baixos níveis de dopamina podem implicar em baixos níveis de serotonina e GABA. O corpo usa a metilação para criar células T para matar os vírus, as bactérias e cânceres, e uma série de mais de 100 reação do organismo que são responsáveis pela produção de dopamina, fatores de crescimento e glutationa (responsável pela remoção dos metais pesados). Pessoas que fizeram quelação por anos e anos, muitas vezes têm os metais saindo automaticamente através da otimização do ciclo de metilação.

A metilação está envolvida na produção de células T dirigidas à vírus, bactérias e cânceres. Baixas concentrações de células T podem levar à uma série de diferentes infecções. Geralmente quando as concentrações de células T estão baixas, as células B são geralmente elevadas, levando a alergias alimentares e ambientais. As células B são as células alérgicas e inflamatórias. Você geralmente será alérgico a uma grande quantidade de alimentos até que você corrija o sistema imunológico.

Metilação envolve vitamina B6, vitamina B12 (vitaminas solúveis em meio aquoso) e ácido fólico (vitamina B9). O ácido fólico é o nutriente chave da via da metilação. Muitas pessoas não podem converter o ácido fólico para sua forma solúvel em gordura para os sistemas imunológico e nervoso utilizarem para se curar. Em outros casos, o paciente pode ter dificuldades com a enzima que permite a conversão de ácido fólico para a forma ativa, ou lipossolúvel. Existem situações em que o paciente pode desenvolver anticorpos para o ácido fólico ou anticorpos para os receptores de folato e isto pode ocorrer em pessoas que não forma amamentadas. Dr. Jackson recomenda para estes casos, a forma ativa do ácido fólico, metilfolato, já solúvel em veículo oleoso para permitir que o sistema nervoso e sistema imune a utilizem.

Veja esta entrevista na íntegra: http://www.betterhealthguy.com/methylation